O último dia da mostra de cinema, do IV Festival Sala de Arte, com 46 filmes internacionais, inéditos no Brasil, encerrou com o filme "Império dos Sonhos", de David Lynch. Infelizmente, o público que acompanhou o filme no cinema do museu saiu decepcionado. O diretor estadunidense, já conhecido por seu estilo não-linear e de gosto pelo bizarro, em filmes de temática onírica como "Cidade dos Sonhos" (Mulholland Drive, 2001), dessa vez se superou. A película traz consigo uma implícita crítica à Hollywood, que aparenta um desconforto pessoal do diretor com a superficialidade vivida no meio artístico de Los Angeles.No entanto, tecnicamente o filme é incompreensível. Closes excessivos e desfocados, imagens demasiadamente escuras, falta de sequência, além de enquadramentos que soavam forçados, na tentativa de parecerem originais, tornaram as mais de 3h de filme insuportáveis. Para completar, apesar de trazer atores conceituados no elenco, esses pareciam não saber o que estavam interpretando, o que dava ao filme um tom de trash. Salvou-se a trilha sonora, porém uma das melhores partes do filme, que exploram esse lado musical, encontrava-se na subida dos créditos (para alívio do público!).
Confira a programação Sala de Arte: http://www.saladearte.art.br/
Um comentário:
David Lynch tem essa fama, né? Mas eu não gosto do "bizarro" dele... prefiro Lars Von Trier e o seu Domga... =)
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